Prometido pela mãe de ir para o seminário, Bento conhece o futuro suposto traidor, Escobar, seu melhor amigo. A partir daí os dois conseguem articular maneiras de convencer os pais a saírem do seminário. Bento forma-se em direito e casa-se com Capitu, enquanto Escobar casa-se com a melhor amiga de Capitu, Sancha. Os dois casais tiveram filhos. Porém, com a morte de Escobar, Bento Santiago nota o comportamento de Capitu e desconfia que ela o tría com Escobar. A partir daí, o narrador ,percebendo uma semelhança entre seu filho e o falecido, envia Capitu e o filho para Europa, e desde então vive uma vida reclusa e solitária.
Segundo Ítalo Calvino, um clássico é uma obra que provoca incessantemente uma nuvem de discursos críticos sobre si, mas continuamente as repele para longe. E pode-se ver claramente, após vários anos, que ainda existem debates e dúvidas quanto à história de Machado e seu personagem tão controverso. Alguns estudiosos fizeram uma cronologia para tentar entender os problemas e questionamentos que pairavam sobre Bentinho. Outros seguiram por outra vertente, em vão. Pode-se ler mais de uma vez o clássico machadiano, nunca se saberá a verdadeiro.
Segundo Ítalo Calvino, um clássico é uma obra que provoca incessantemente uma nuvem de discursos críticos sobre si, mas continuamente as repele para longe. E pode-se ver claramente, após vários anos, que ainda existem debates e dúvidas quanto à história de Machado e seu personagem tão controverso. Alguns estudiosos fizeram uma cronologia para tentar entender os problemas e questionamentos que pairavam sobre Bentinho. Outros seguiram por outra vertente, em vão. Pode-se ler mais de uma vez o clássico machadiano, nunca se saberá a verdadeiro.
Por Natália
REPARAÇÃO (Ian McEwan)
No dia mais quente do verão de 1935, Briony, de treze anos, (sonha em ser escritora reconhecida) está terminando sua peça “Arabella em Apuros”, que será apresentada por ela e seus primos para o seu irmão que jantará com a família, após muito tempo fora de casa. Porém, Briony vê muitas coisas acontecendo entre sua irmã Cecília e o filho da arrumadeira, Robbie. O jantar é interrompido por causa de um crime. Briony diz que sabe quem cometeu o crime, juntando as peças do quebra-cabeça de acordo com a sua mentalidade de escritora. Ela depois passará o resto da sua vida tentando reparar o erro que cometeu naquela noite.
Reparação necessita de uma leitura mais atenta. A forma narrativa e o estilo do autor podem afastar os leitores menos experientes. Há no livro a presença do discurso indireto livre, e em alguns momentos fica difícil definir o que é fala e o que é pensamento dos personagens. Segundo Ítalo Calvino, é um clássico a obra que nunca terminou de dizer o que queria. Este, portanto, é um livro para ser lido várias vezes, pois há muitas referências nele como, Freud e o inconsciente, que podem passar despercebido pelo leitor desavisado.
Por Ramón
Sidarta era um jovem que se destacava das demais pessoas pela sua inteligência e usufruía de toda realeza que sua criação lhe permitira. Porém, sentia grande inquietação e, com tantas dúvidas em seu coração, decidiu partir para uma vida de abdicações com os Samanas. Sidarta se aproxima de Buda, a quem ele reconhece como “o ser perfeito”, mas não crê que tenha chegado à iluminação através da doutrina e sim, por seu esforço, meditação e conhecimento. Em busca do seu “eu espiritual”, Sidarta entrega – se às efemeridades da vida e mesmo ao experimentar os excessos da matéria, como luxo, dinheiro e sexo, ainda não se sente completo e deseja a morte. É quando reencontra o sábio balseiro, de quem aceita ser aprendiz. Mas ao encontrar seu filho, este não o aceita como pai e foge. Então, Sidarta entende que jamais verá seu filho novamente e aprende a ouvir o rio da vida, desapega-se do desejo de seu ego e funde - se com o Om (unidade).
Trata-se de um tema comum ao ser humano, a busca pela paz e a perfeição. Sidarta queria fugir do sofrimento e da dor, mas descobriu a dualidade da vida. Buda, nesse romance, é abordado como personagem e a história está entrelaçada à filosofia oriental. Trata-se de uma obra clássica, pois, conforme Calvino, “as leituras podem ser formativas” bem como “os clássicos servem para entender quem somos e aonde chegamos”.
Referências bibliográficas
CALVINO, Ítalo. Por que ler os clássicos. São Paulo: Companhia das letras, 1993.
HESSE, Hermann. Sidarta. Rio de Janeiro: Record, 2001.
- Por Audrey Kajiwara
Memórias póstumas de Brás Cubas.
Memórias póstumas de Brás Cubas retrata a escravidão, as classes sociais e o positivismo da época. Trata-se de um clássico da literatura que, narrado em primeira pessoa, apresenta o narrador, Brás Cubas, um defunto que conta sua vida em detalhes psicológicos importantes, tanto da sua relação consigo mesmo, quanto com a sociedade da época (século XIX). É um romance que rompe com a narração linear comum aos autores da época. Segundo Ítalo Calvino, um clássico chega até nós trazendo consigo os traços deixados nas culturas que atravessou e Memórias póstumas de Brás Cubas, depois de mais de um século ainda nos toca na nossa contemporaneidade.
“Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico com saudosa lembrança estas memórias póstumas” Brás Cubas.
ASSIS, Machado. Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Ática, 2012.
Por Daivid
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