RIO ADENTRO
Calado que sempre
Sem alegria nem cuidado
Acontecia
Acender fogueiras na beirada do rio
No alumiado delas, se rezava e se chamava
Não valem de nada
Chapéu velho na cabeça
O aspecto de bicho
No não-encontrável
Com as bagagens da vida
Pondo perpétuo
Sou doido?
Sofri o grave frio dos medos, adoeci
Nessa água, que não pára
Audrey Kajiwara
Rio Madeira Mamoré, marca divisa entre Brasil e Bolívia

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