segunda-feira, 21 de março de 2016

Desentranhamento Poético João Guimarães Rosa

                               RIO ADENTRO

Calado que sempre

Sem alegria nem cuidado

Acontecia

Acender fogueiras na beirada do rio

No alumiado delas, se rezava e se chamava

Não valem de nada

Chapéu velho na cabeça 

O aspecto de bicho

No não-encontrável

Com as bagagens da vida

Pondo perpétuo

Sou doido?

Sofri o grave frio dos medos, adoeci

Nessa água, que não pára 

                                                Audrey Kajiwara

                Rio Madeira Mamoré, marca divisa entre Brasil e Bolívia



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seguidores