Testemunharam
as diversas pessoas sensatas:
Nosso pai mandou fazer para si uma
canoa
Nosso pai encalcou o chapéu e
decidiu um adeus para a gente
Nosso pai não voltou
Ele tinha ido a nenhuma parte
Só executava a invenção de se
permanecer
Naqueles espaços do rio,
Sempre dentro da canoa
A gente teve de se acostumar com
aquilo
A gente imaginava nele, quando se
comia.
Uma comida mais gostosa.
Nem queria saber de nós
Os tempos mudaram, no devagar depressa
dos tempos.
Ele me escutou. Ficou de pé, proava pra
cá.
Corri, fugi me tirei de lá.
Sei que agora é tarde, e temo abreviar
com a vida,
Nos rasos do mundo.
Ramon de Souza
Nenhum comentário:
Postar um comentário