Tertúlia Grande Sertão Veredas
O
que acabou de acontecer com o Ramon ama e odeia. A gente tem livre arbítrio
para fazer. Tem que escolher e pode ficar sozinho no sertão. É uma questão de
discernimento. É o terceiro olho. É como ele disse: fazer ou não fazer é uma questão
de escolha.
Mostra
a dualidade no caso da teoria. Mostra a bondade e a maldade dos pais que bate
nos filhos. Na ansiedade de fazer tudo certo eu me embanano.
Eu
gostei da mandioca brava. Como pode algo parecer perfeito e fazer mal.
Pesquisei: tem a mandioca mansa e a brava. Ela parece normal, temos que ter
olhar para saber o que é bom e que não é.
Mostra
esta dualidade. A gente não é bom ou ruim, é os dois. Sobre a Valnice, ela fala
sobre proezas cavalheirescas, ao mesmo tempo pode defender e matar.
Eu
me identifiquei: eu decidi um caminho, mas porque posso mudar.
Me
acalma quando eu oro. As vezes no dia a gente se sente bem. Eu oro e isso me
aquieta.
Só
nesta história ele fala disso e trás a gente para cá. O que a gente mais evita
é o que está escondido dentro da gente.
Sou
muito autentica, mas os outros me taxam de diferente, porque falo o que penso.
Fazendo
um paralelo com o texto da Valnice de, a realidade, ser você acredita uma coisa
como vai negar a parte má. Como você sabe se está fazendo o bem se não sabe o
que é o mal. Tem que acreditar o mal para fazer o bem.
Eu
me vi no texto. Eu tenho muita dificuldade de acreditar num elogio, mas
acredito nas criticas. Eu sou muito desconfiada. É medo de se machucar. Mas
geralmente eu não estou equivocada.
Me
identifiquei com o quase. Em relação a deus, a pessoa quase acredita, por um
efeito social. Não ou sim ela fala quase.
O
mundo vai acabar e a gente não vai saber. Se a gente reencarna ou não, é uma
questão universal, o que movimenta a gente é a alma. Há coisas medonhas demais,
as vezes é uma dor que não é nem física, mas você não sabe o que dói.
A
Valnice fala da universalidade, o G. R fala da transcendência. O livro faz uma
sondagem interior, seja como for, ele fala em romance universalizante, mesmo na
roupagem sertaneja a leitura interior entre céu e inferno e ai fica aquela
coisas imaginária. A gente tem momentos de crise. Você não sabe que esta certo,
as pessoas criticam. Você vive ... porque tem medo da língua do povo. Os seus
desejos fica escondidos as vezes deixa de ser feliz com medo. É um sofrimento.
É a nossa realidade. A única coisa que faz efeito é o que sai. Durante toda a
minha vida sempre pensei por mim, pensei diferente, agi diferente, me senti
deslocado, por não me encaixar nos trilhos. Não saber realmente é bem ou mal.
Não sei se o que sinto é bom ou mal. Tenho dificuldade de diferenciar um do
outro.
A
minha é sobre o ócio, criação e poesia. Eu adorei essa parte porque liguei o
ócio à criação e a criação devolve nossa humanidade poética, sem tempo para
pensar nas coisas ficamos automatizados, longe da nossa verdade. É bem
profunda, a cachoeira depende do barranco e da água. Se interferirmos acabamos
com o que é pré-determinado. Acabei de ler um livro “ócio criativo”, fala de um
conceito que gosto muito e gostaria de vivê-lo, trabalhar sem sentir que
trabalho, trabalhar de modo criativo. Fazer de modo verdadeiro, sem esses
modelos de velhas regras. Sair do padrão para ir a um lugar onde você cria com
prazer.
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