quinta-feira, 28 de abril de 2016

Memória 31 de Março de 2016

                  Tertúlia Grande Sertão Veredas 


O que acabou de acontecer com o Ramon ama e odeia. A gente tem livre arbítrio para fazer. Tem que escolher e pode ficar sozinho no sertão. É uma questão de discernimento. É o terceiro olho. É como ele disse: fazer ou não fazer é uma questão de escolha.
Mostra a dualidade no caso da teoria. Mostra a bondade e a maldade dos pais que bate nos filhos. Na ansiedade de fazer tudo certo eu me embanano.
Eu gostei da mandioca brava. Como pode algo parecer perfeito e fazer mal. Pesquisei: tem a mandioca mansa e a brava. Ela parece normal, temos que ter olhar para saber o que é bom e que não é.

Mostra esta dualidade. A gente não é bom ou ruim, é os dois. Sobre a Valnice, ela fala sobre proezas cavalheirescas, ao mesmo tempo pode defender e matar.
Eu me identifiquei: eu decidi um caminho, mas porque posso mudar.
Me acalma quando eu oro. As vezes no dia a gente se sente bem. Eu oro e isso me aquieta.
Só nesta história ele fala disso e trás a gente para cá. O que a gente mais evita é o que está escondido dentro da gente.
Sou muito autentica, mas os outros me taxam de diferente, porque falo o que penso.
Fazendo um paralelo com o texto da Valnice de, a realidade, ser você acredita uma coisa como vai negar a parte má. Como você sabe se está fazendo o bem se não sabe o que é o mal. Tem que acreditar o mal para fazer o bem.
Eu me vi no texto. Eu tenho muita dificuldade de acreditar num elogio, mas acredito nas criticas. Eu sou muito desconfiada. É medo de se machucar. Mas geralmente eu não estou equivocada.
Me identifiquei com o quase. Em relação a deus, a pessoa quase acredita, por um efeito social. Não ou sim ela fala quase.
O mundo vai acabar e a gente não vai saber. Se a gente reencarna ou não, é uma questão universal, o que movimenta a gente é a alma. Há coisas medonhas demais, as vezes é uma dor que não é nem física, mas você não sabe o que dói.

A Valnice fala da universalidade, o G. R fala da transcendência. O livro faz uma sondagem interior, seja como for, ele fala em romance universalizante, mesmo na roupagem sertaneja a leitura interior entre céu e inferno e ai fica aquela coisas imaginária. A gente tem momentos de crise. Você não sabe que esta certo, as pessoas criticam. Você vive ... porque tem medo da língua do povo. Os seus desejos fica escondidos as vezes deixa de ser feliz com medo. É um sofrimento. É a nossa realidade. A única coisa que faz efeito é o que sai. Durante toda a minha vida sempre pensei por mim, pensei diferente, agi diferente, me senti deslocado, por não me encaixar nos trilhos. Não saber realmente é bem ou mal. Não sei se o que sinto é bom ou mal. Tenho dificuldade de diferenciar um do outro.

A minha é sobre o ócio, criação e poesia. Eu adorei essa parte porque liguei o ócio à criação e a criação devolve nossa humanidade poética, sem tempo para pensar nas coisas ficamos automatizados, longe da nossa verdade. É bem profunda, a cachoeira depende do barranco e da água. Se interferirmos acabamos com o que é pré-determinado. Acabei de ler um livro “ócio criativo”, fala de um conceito que gosto muito e gostaria de vivê-lo, trabalhar sem sentir que trabalho, trabalhar de modo criativo. Fazer de modo verdadeiro, sem esses modelos de velhas regras. Sair do padrão para ir a um lugar onde você cria com prazer.

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