O Sertanejo
Um
coração no quarto esquerdo dianteiro
É
bem capaz de uma brutalidade
Sem
aviso prévio
Hô-hô...
Devagar
eu uso
Devagar
eu pago...
Todo
o mundo aqui
Vale
o feijão que come
Vai
cair chuva fina
Mas
as enchentes ainda vão ser bravas
Os
outros se põe em duas almas
Divergentes
Pouco
a pouco, porém.
Os
rostos se desempanam
E
os homens
Tomam
gesto de repouso
Nas
selas, satisfeitos.
E
ao fim de um tempo
O
cavaleiro acordou
Brandou
nomes feios
E
começou a cantar
Um
ferra-fogo
Juliana Reis

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